15 julho 2013

ser dona dos sonhos

esta noite o meu sono foi invadido por milhares de estrangeiros.
tu, que de estrangeiro tens apenas o que de ti é carne, irrompeste por ali adentro para chutar todos os outros e podermos, enfim, ficar sós. 
ignoro o que aconteceu. 

o que quer que durante esta noite tenhamos feito, fez com que durante o dia nada mais possa ter existido, a não ser isto:
jazia a minha carne na areia, e eu imaginava o que uma vez descreveste, creio-me capaz de ter até inventado alguma figura de estilo. 
impus-me a mim mesma, como se dona dos sonhos, cada vez que tal sucedesse ir dar um mergulho.
passei o dia dentro de água, porque tu que não gostas de nadar, aì deixavas-me à mercê de mãos estrangeiras. 

única, esta forma de me sentir em casa. 

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