06 julho 2013

"o prometido é de vidro"

(28.junho.013)

faz quatro meses que o meu céu se desfaz em estilhaços de vidro.
o sol atrasou-se hoje.
o corpo não é capaz de palavras; tu -que sou também eu- não me permites palavras. caminho tortuoso para quem faz delas seu alimento.
o meu coração à tua espera, como cadeira vazia.
corações, os nossos, que vieram ao mundo emparelhados.
o que em nada me afaga o peito; é que foste, parece há tanto que já nem sei sequer se foste
triste fado, que não nos devolve o que o destino nos impôs. 

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