06 julho 2013

os amores impossíveis e os vernizes

(28.junho.013)

Verniz! Verniz! Que sexy!
estas são as tuas palavras e não as posso fazer minhas. 
caso contrário teria que deixar que me descalçasses lentamente e me tocasses os pés. primeiro ao de leve e a medo.
depois, certamente comentarias a cor do  verniz que hoje trago e suas características; para que no final, olhos nos olhos, os afagasses com essas tuas mãos e eles procurassem os teus lábios. 
com eles, abraçar-te-ia o corpo e com todas as minhas forças puxá-lo-ia para junto do meu.
é o fado dos amores impossíveis; tornam-se mais amor, mais imagem e mais desejo quando o tomamos por impossível.
o desejo aumenta a razoabilidade do amor.
o acto, esse, como o verniz, tem cor, cheiro, toque e duração.
o que acontece não se imagina, vive-se e recorda-se.
o que imagino, apodera-se de mim e torna o que é grande em algo muito maior.

pode viver-se imaginando?
a imaginação apodera-se da vida.

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