07 julho 2013

o Kosovo, como tu

Quero sair do Kosovo.
Aqui erguem-se monumentos a quem de importante calcou esta terra. Pristina acumula monumentos, que se sobrepõem entre eles, impedindo ao visitante um ponto de vista completo. É a novidade em guerra com o antigo. 
Eu, que te revisito vezes sem conta durante a minha caminhada, sinto-me em casa nesta cidade que nada tem que me atraia. 
Também tu tens um monumento. Construído por ti, piano piano, no meu coração. Também tu, como os políticos daqui, tentas sobrepor-lhe uma recente estátua de um novo tu. Não sei se serás bem sucedido nessa tarefa, que parece exigir de ti demasiada pouca força. É que não te entendo os motivos, pela primeira vez nesta nossa vida de borboleta, não sei dos teus motivos.
Não quero o meu coração como esta cidade: renascida das cinzas (porque se é que não me enganei, e fomos alguma coisa, foi exactamente o oposto); com monumentos novos que me toldam a vista; como uma cidade que só é possível em cima de memórias curtas.

Quero revisitar o passado e ser capaz de reconhecer nele um Império. 

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