17 julho 2013

Insónia (literal)

O vento fez as vezes do sol.
Esta noite - enquanto nos tentava ouvir- um barulho ensurdecedor encheu o quarto. 
Um levanta deita levanta, fecha janela, agora aquela, Não, essa não é suficiente, Mas estou cheio de calor, E eu de sono, estava, já não estou mais.
O vento acompanhou-me a insónia sem, no entanto, te ter levado para longe de mim. Selectivo o vento que aqui faz.
Eu, contra tudo que me conheço, mantive-me calma: tinha sido tudo dito. 
Até que o vento deu tréguas (pelo menos a mim, depois de ter baixado os braços, e disposta a recebê-lo). Foi quando fiz marcha à ré e a palavra "só" - que precedeu tudo o que desejavas- se me encheu de intranquilidade. 
Nunca poderemos ser felizes, assim felizes de amor. Amar é partilhar tudo. Nós apenas partilhamos o mau, em bons momentos.
O vento voltou, não ficou mais nada por dizer ou pensar; como um dia nada restará destes dias que nos podiam ter enchido a vida. 


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