06 julho 2013

cruzamentos



sou filha do engano. 
como poderia eu ser capaz de ler o teu destino? eu, que, caminhei sempre do teu lado, assumindo que a terra que calcávamos tinha a mesma cor. 
filha do engano e mãe incógnita. 

o desdenho é coisa afiada, faca disforme que me percorre o corpo mas que apenas sinto quando ma espetas no coração.
e eu, que tenho algo de masoquista em mim, em vez de nos virar costas, choro ao ver-te partir no silêncio; esburacando a minha falta de perspicácia. 
como pode o amor enganar-se tanto?


Sem comentários:

Enviar um comentário