13 junho 2013

palavras cegas

não nós. eu: que nem linha do equador.
tu T, que te apaixonaste por mim (vou abusar e usar palavras tuas) por ser vulcânica, por te sentires rejuvenescido pela abismal diferença de idades, pela minha intensidade e outras coisas que temo dizer (as paredes têm ouvidos, sim).
não te sei o hemisfério. perdoa-me.

o outro, temo ter afastado por algumas das mesmas características.
(só, mesmo, as paredes, a Assírio e tu me compreendem).
lembro-te quando penso que as minhas palavras são cegas; hoje talvez o tenham sido. não se trata de enamoramento... mas as palavras escritas, ai as palavras! por vezes cansam-me como me cansa o pensamento.
são poucos os anos que vos separam. convulso só de pensar.
são muitos os meus  sentimentos que vos separam.
o outro talvez hemisfério norte.

auto-massacre (palavra horrenda) deveria ser o título.
hoje estou com medo da palavra. o que não é novidade, como não é, que o abuso delas tenham deitado tudo a perder.

(perdi-me no caminho para casa. como me perco dentro do teu coração)






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