16 junho 2013

a crueldade do amor











(julgo não me ter enganado no instrumento)

não deve ser mais espinhoso aprender a tocar clarinete, como é não te poder tocar.
sei-me capaz do primeiro; sei-me impossível do segundo.

a crueldade do amor veste tamanhos diferentes.
para o silêncio a que me subjugas não há alfaiate possível.
o meu corpo encontra-se desnudo; as vestes que me atapetariam o corpo, amarrotadas no meu coração.
apenas o meu peito, seios e leito se encontram trajados. de ti.





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