29 maio 2013

postal sem selo # 47



















bom dia,

não me chegam os dedos das mãos para contar os dias em que já não me apareces de noite.
acaso algum dia te fiz crer que servias só para me ensinar com o carvão e com as perspectivas?

sinto saudades dos nossos 'jaquinzinhos' semanais, dos nossos telefonemas diários nem que, apenas, para comentar as palermices gerais do mundo, das nossas idas ao teatro e alfarrabistas. mas as saudades aprendem-se e apreendem-se.

hoje? sinto-te ainda mais ausente do que no dia em que, cinco horas antes de te ires abraçado a mim, disseste as tuas últimas palavras: amo-te minha A.
porque não apareces tu? mais dificilmente te perdoarei isto que os belos dos teus carolos.

um beijo,
desculpa-me a honestidade,
são noites em demasia sem a tua presença
apararece por favor. tenho precisado tanto de ti...

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