30 julho 2010

acerca do postal sem selo #40

não havia as do portão. o corpo como se sózinho levou-me ao primeiro sitio, que as guardo secas e sempre que abro os arrumos lembro-te.
ontem uma fraqueza do corpo. como sempre duvido sobre estas coisas de saberes como estou, descrevi-te desenhos, da sms habemus advogado, se me ouviste devolvi-te o sorriso com que sempre me presenteaste. saber não existir necessidade de te pedir desculpas é a minha salvação nestes momentos. fomos o mais intenso que alguém pode ser.
outro dia li sobre uma séries de desenhos realizados por berger enquanto o pai jazia no caixão. lembrei a tua mulher, e dos desenhos que faço quando está deitada ou no hospital. questiono-me porque nunca tive coragem para te desenhar enquanto doente.

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