24 março 2010

já se pode ir ao terraço


agora que me deixei dessas coisas consigo: olhar para as ruas carregadas de magnólias e imaginar um indiano do norte debaixo de uma árvore ou desenhar uma magnólia que dá atarax; chorar com uma música bonita; sentir o chão desabar sob os meus pés descalços e rir desenfreadamente; não adormecer sem que a consciência me morda; substituir a preguiça do dia pela noite; olhar para ti enquanto dormes e desenhar um poema; andar de carro e ver na paisagem mil e um trabalhos possíveis; ter vontade de alfarrabistas; gritar à mínima coisa e deitar fumo pelos ouvidos; ler augustina sem dicionário; comprar um verniz amarelo

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