03 janeiro 2010

teletexto

trocam-se-me os sonos e aparecem-me em sonhos, vestidos de preto macabro macaco não me querem deixar dormir.
o que em 09 não sabia brindo com passas. quero outra vez a magreza da minha adolescência. o sono também. que não pode ser assim tão difícil recuperar de umas noites a ver o nascer do sol. perdi a agenda, a nova está esgotada. tenho, quase aos trinta, que os dias parecem vampiros que ressuscitam dos mortos só para me assombrar, atolados de afazeres de meses de sol que já não são. o inverno promete ora numa cadeira de um lugar que ainda não sei ora numa sala aquecida a espirros miúdos.

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