14 maio 2009

postal sem selo #33



olá,
a tua ausência à cabeceira no natal fez-me suspeitar o início do fim. desculpa-me não te ter conseguido equiparar. foi bola de neve e nem o cabrito foram eles que o trouxeram. as dores de gargantas - chamam-lhe faringite crónica (agora já percebes o que gastavas em telemóvel) moiém-me/ não tanto como a culpa que ela carrega nos olhos e abafa na voz. enrola-se num sem número de dislexias que assim torna-o mais fácil/ para ele suponho que não, mas nunca lhe consegui perceber o coração por isso abstenho-me. dói-me verdadeiramente essa inacessibilidade essa distância com que agora a vejo vestida. talvez se estivesses aqui comigo nada disto acontecesse. talvez, também, seja altura de baixar os braços e deixá-la perceber que o que sempre se adia um dia acaba por chegar da forma menos esperada. gostava que me invadisses os sonhos mais uma noite e fizesses aquela coisa dolorosa com as tuas unhas por cortar e eu te ralhasse e a seguir fizéssemos as pazes. seriamos 6 à mesa.

um beijo

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