18 janeiro 2009

o meu. para ti

ligaste-me e disse-te que escrevia sobre a exposição. três imagens. texto do catálogo. não, quero um texto teu. não sei, como não o soube quando me pediste que se necessário serio o meu para o catálogo. demasiado perto. demasiados cigarros que não podia no atelier. demasiadas pedras. demasiados marmoristas. lembro as obras cá em casa. lembro como te atiravas que nem cão -desculpa-me, aos restos dos materiais. desvairada que eram grossos num minuto. no outro não interessa. depois pensas nisso. primeiro o desenho depois a parede. sempre assim. uma pilha de mármore, outra de lousa - imagino a tua próxima perto disto. mas sempre me espantas. o teu jardim enche-se agora de pequenos pedaços de pedra branca, alguns com desenhos. amparam as rosas, o jardim da cristina como chamamos. o sentimento. nunca poderia escrever um texto. porque senti. senti os desenhos. senti o processo. e acredito que é disso que se trata. e poderei estar a ser uma presunçosa analitica como me chamou uma vez o outro. mas mais do que vê-los ontem na parede e vê-los bonitos, muito, os meses de atelier, de rua, de palavras, de processo e encantamento com tudo que para os outros não era nada e que para nós foi ontem parede.

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