19 setembro 2008

postal sem selo #23




às vezes damos por nós longe daì, sonhamos com ele tom sawyer à porta de casa aos pulos a fazer aquela coisa com os pés para o lado no ar em angulo 45º que eu nunca consegui. peço-te, pelo telefone, que tenhas calma. também eu já baixei os braços e sinto que empurro os teus à medida dos meus. mas hoje, por favor hoje não. às vezes é necessária essa força. já não percorro esse corredor verde para o 209 com o peso nos pés, que esses já sabem o caminho de cor. ligamo-nos várias vezes ao dia-urras ao tag-ligam-nos assuntos sérios questões que a coragem nos falta para usar as palavras, e entre silêncios 'filha também penso como tu' 'às vezes também penso que era melhor se fosse assim mãe... se...' mas não hoje, hoje não por favor. vai lá dentro. hoje é preciso esse egoísmo só nosso. 'mas mãe, esta noite sonhei que ele era o tom sawyer e fazia aquelas coisas com os pés'. 'filha!' [num tom nada meigo]

um beijo,
hoje dois,
piu

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