21 julho 2008

'pão de alfarroba' vulgus 'em busca da memória perdida'



cheguei hoje. podia ter sido há 'não sei quantos anos, talvez uns 23 ou mais' disse-me minha mãe enquanto eu por pouco não larguei o telefone num impeto de mandar as mãos à cabeça e pensar já lá vão tantos. mas resolvi não, ao contrário descontraí os músculos das costas como se de alívio por não me lembrar com pormenor [nem maior] do restaurante da d. graça. mais atrás. fomos lá parar há dois anos fugidos do vento como aliás este ano e como tenho a certeza que iremos para o ano também. sempre dizemos que será um sitío maravilhoso para passar férias, e sempre partimos daqui sem saber se é essa a noite em que lá ficaremos ou dali a duas. dali a duas foi.
sempre me perseguiu a ideia toda a gente me negar a existência do sitío para onde eu dizia em miúda ir passar férias. diziam que o raio da terriola só existia no masculino. como sempre me perseguiu o cheiro daquele fruto que caia duro no chão da àrvore de casa da minha avò, a única que fazia sombra enquanto nós faziamos a digestão. lembrei-o na 'noélia' há dois anos quando pedi um bolinho tipíco do fruto que afinal é um fruto. e ao passar num aldeamente reparei que tinham o nome da terra que toda a gente me negava existir e pensei ups caio em cima deles quando chegar a casa. e reconheci as casas. a àrvore só este ano com mais atenção e menos excitação. depois, família falada, percebi que embora aì passasse muito tempo afinal de contas apenas aì dormi duas noites, enquanto o meu pai veio visitar a minha mãe. e que durante o resto da quinzena ficavamos os três num quarto alugado em cima do restaurante da d.graça onde comiamos todos os dias, que dava mesmo mesmo para a janela do quarto que hoje de manhã deixei.

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