18 julho 2007

mofo molhado


um mês de vou ali e já venho e mais tarde não quero voltar. mas volto. as circunstâncias são outras as carteiras também. comigo levo esperança. levo também aquilo que já fomos e ensinei a ser. mais novos a fazerem aquilo que nós irmãos fizemos durante muitos e muitos anos. a esperança afogou-se nos 3,5 metros da prancha. a inocência essa volta ao de cima quando os vejo aos milhões escorrega acima prancha abaixo técnica enfia bikini no meio do rabo para descer mais rápido. depois tu outro foste embora. sentei-me na borda como fiz quando voltei um pouco mais velha com outras amigas e sem a obrigação de ficar um mês. vi uma bola verde daquelas raquetes de praia a ser atirada para o meio da piscina. um gritava do outro lado da piscina deixa-a ir até ao fundo. 1 minuto contado e faziam-se como quem diz à estrada em busca dela. nós usávamos as azuis. eram mais difíceis. mas tal como eles voltávamos sempre a subir a ver se a viamos de cima. recordei-nos. recordei-me. era mais fácil com a bola do que é agora.
ontem voltei e queria uma bola vermelha pinchona.

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