24 maio 2007

'casa amarela'


entrei na rotunda como muitas outras vezes. não segui em frente para a contornar e ir um pouco mais além para onde hà anos a coragem me faltava. portões brancos altos as paredes exteriores não as pintaram. não fosse terem cortado metade do tronco onde penduravamos o baloiço sempre que este caía as outras àrvores continuam na mesma. o vitral por onde entrava a luz de manhãzinha e me acordava, apesar da birra de dormir com a porta aberta sempre conseguia. era a luz que me fazia acordar cedo. o vitral não está lá. um vidro de caixilharia branca, moderno chamaria o meu avô que tento trabalho teve com aquele. de lado pouco vi, construiram mais duas. abriram a rua naquela em que a nossa era a última. o terraço do vizinho que assaltavamos indiscretamente para de cinco em cinco minutos ir buscar a bola de quem não a sabe jogar está agora escondido entre novas construções. a rampa por onde os três nos aventuravamos num mesmo skate continua lá. presumo que a rampa de tábua de madeira com um ou dois tijolos por baixo para o tombo ser maior a tenham tirado. de qualquer maneira nós mesmos a escondíamos quando vinham algum dos grandes. questiono o que será feito da salinha secreta com mil indicações de proibida a entrada que agora sei ter sido um laboratório de fotografia e da mega garagem onde aprendi a andar de bicicleta e jogar ping pong. se os espaldares de onde caí tipo perdiz acabadinha de matar ainda lá estão duvido. por fora quase tudo igual. não me atrevi a sair do carro. coragem mas não tanta.

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