02 março 2007

comboio






Desde miúda que tinha o hábito de esperar. não seria porém uma questão de hábito mas de quem não tem outra alternativa. Dimdomdimdom uuuuu. Sentada num dos apeadeiros pouca bagagem a seus pés. O comboio não espera. E essa era a melhor forma de acabar com as suas esperas. Pela primeira vez nada a fez esperar.
Partiu com as ditas poucas bagagens sem saber ao certo para onde ir. O destino de um comboio era para ela secundário. Apenas ia para onde não ficasse à espera. E seria este o primeiro passo. Passaram-se dez apeadeiros e ela olhava a gente. Uns com pressa outros à espera de nada. Percebeu assim que o nada tem muita espera. E embora não esperasse por nada, perderia tempo à procura do nada. Saiu por isso no décimo primeiro apeadeiro ainda sem nada
na cabeça.

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