02 março 2007

babilónia




muito lentamente à custa de ninguém construiu [aprendeu sózinha por isso] nunca ninguém lhe ensinou como se destróiem castelos no ar. e o sapo [em tempos príncipe] fugiu no tapete voador que ela tinha pedido à tia-avó emprestadado. um pouco roto mas voava. não do tempo dos anti-traças eficazes que a tvi proclama insistidamente. estava roto [estou-me a repetir sim eu sei] mas chegava, ainda que mais lentamente que um novo, ao castelo que ele lhe tinha construído. agora os olhos dela seguem o tapete de dois lugares um vazio a perder-se no horizonte. ele não olhou para trás o céu ficou sózinho e ela virou costas e enterrou os pés no chão.

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